Considerações sobre a Virada 2011

abril 18th, 2011 by Le Forge 1.01

Saudações confrades.

Participei em  nosso stand, e pude perceber várias coisas geniais, conhecer pessoas alucinantes e vivenciar experiências reveladoras.

Só consegui dar meu apoio durante a noite, das 22 horas até as 4h30.

Tive a grata satisfação de conviver algum tempo com o Capitão Escarlate e sua fabulosa pistola que dispara cultura! Realmente uma figura que nos transmite retidão e certeza de que o mundo terá salvação. ele chamou nossa atenção ao fato de que a grande maioria dava maior atenção para as armas, com uma placa de “não tocar”, e a ínfima minoria manuseava os livros, sem nenhuma restrição. Impressionante observação da realidade atual.

Pude conhecer o fantástico Mestres Hermes, do DF, que nos presenteou com sua magnânima presença e apetrechos dignos de um Grande Mestre. Só isso bastaria para ser uma criatura marcante, mas não: Além do grande artista que é, me mostrou o quão iluminada e radiante de nobreza uma pessoa pode ser. Verdadeiro Gentleman.

Reencontrar com os confrades foi indescritível e participar com eles de um evento de tal proporção para a diculgãção do Conselho foi, em instância primária, reanimador. Fiquei realmente grato pelo convite. Aos muitos mais que não pude encontrar, fica a saudação geral.

Também vivi a experiencia da falta de energia e a má sorte de ser o escolhido para o único caso de desrespeito ao nosso espaço. Situação na qual, ingenuamente, eu quase destruí o brilho do evento. E por isso peço, sinceramente, o perdão de todos. Expus o stand, as pessoas próximas e o próprio Conselho a um risco completamente desnecessário. Aprendi com este erro crasso que calou em meu ser a necessidade de mudanças profundas de atitude. Me comprometo a me comportar melhor a partir de agora!

Concluo implorando para que, em 2012, voltemos para a Praça Roosevelt.

Lembranças a todos.

Le Forge 1.01

 

P.S.: preciso encontrar alguem para reaver minha arma de miniaturização e meu comunicador, deixados em exposição no stand.

Lázaro ressurrecto

janeiro 4th, 2011 by Le Forge 1.01

Na viagem para a aldeia dos Pinheiros, Lázaro interpela incessantemente Fernão sobre o que acontecera, quem eram eles e o que acontecera com a janela que derretera. Uma pergunta disparada atrás da outra, ligada, cada uma, a uma suposição da resposta. Era o efeito da máscara. Monique estava quieta, deitada na parte de trás do coche, e Fernão estava como sempre, pois o gás não o atingia mais.

 — Quem são vocês e o que foi aquilo e quem eram aqueles na rua?! — de todas as milhares de perguntas que povoavam o cérebro super-estimulado de Lázaro essas foram as que primeiro se materializaram.

— Acalma-te homem… Tudo ao seu tempo. Agora é hora de assimilação do gás que inalas pela máscara. Respira fundo e pausadamente e tua mente produzirá algumas das respostas. Calma, te peço. — argumentou Fernão com o chiado peculiar da máscara.

Monsieur, sugiro que esclareça o máximo agora, antes que o efeito acabe. Não demores como demorou comigo. — disse a ruiva, sentando-se ao tirar os óculos e a máscara.

 Lázaro começou a racionalizar cada letra das palavras ditas pelos dois como se elas se projetassem na frente de seu rosto. A frase “gás que inalas” foi a que mais bailou no ar, entrando e saindo de seu nariz e boca, circulando sua cabeça, indo e vindo de encontro aos seus olhos. A frase “Tua mente produzirá algumas das respostas” começou a brotar da “gás que inalas” e crescer como uma árvore, galho por galho, folha por folha e de seus frutos emergiram mais e mais palavras que caíam no solo imaginário e eram varridas por um vento. “Miragem” e “cirurgia” surgiram, depois “relógio”, “motor”, “coração”, “Europa”, “doença”, “cacto”, “cristal”, “surpresa”, “claridade”, “inteligência” e mais uma monstruosa profusão de vocábulos que ele nunca tinha ouvido, mas que, de alguma forma, sabia o significado.

Fernão esboçou um sorriso ao perceber que o neófito estava tendo as alucinações esperadas. Calculou o tempo e desligou o respirador traseiro da máscara de Lázaro. “Chega dessa brincadeira” pensou ele. Porém riu abertamente quando Lázaro disparou as sentenças que achou corretas:

— Por longo tempo você tem andado buscando uma forma de melhorar a capacidade mental das pessoas, estou correto? Aplicou-me um composto de extratos vegetais para que pudesse receber bem a carga gasosa da máscara. Esta permeou todo o meu cérebro para que as sensações e impressões se estreitassem e se unissem, aumentando minha capacidade de raciocínio, concentração e imaginação. Continuo sob o efeito desse gás por mais duas horas aproximadamente, quando o filtrarei de meu sangue e o expelirei pela minha urina. Obviamente voltarei a ter a capacidade mental inicial e ficarei tentado a me envenenar novamente com tal substância. E me tornando dependente, fico ligado a vocês dois como um escravo. Por vosso riso, posso dizer que estou correto?

— Nem tu, minha cara, se expressaste melhor em teu tempo! — disse, olhando para mulher, que também ria surpreendida.

— Lázaro, se tivesses estudado antes de ter experimentado a Melhoria, talvez fosses plenamente exato em tuas conjecturas. Todavia, e lembrando que tua origem é muito pobre, teu parco conhecimento sobre os mistérios da botânica e da mineralogia lhe deu uma diferença que teus antecessores não tiveram, e por isso pereceram. Este gás “venenoso” como o chama, faz exatamente o que entendeste, exceto por uma coisa: não ficarás dependente dele, pois tu não almejas tanto. Tua criação humilde não te prenderá na ambição por conhecimento e usarás a Melhoria, como a chamo, apenas em momentos de necessidade, como o que passamos há poucas horas. Acalmas teu coração sobre isso: ninguém te escravizou nem intenciona tal fim. Neste momento, tua ignorância é tua benção, caro Lázaro. Quando voltares ao teu normal, te ensinarei a usar a máscara. Pois muito do que vivencias agora, alterado, adormecerá em tua mente e será como um sonho bizarro, talvez um pesadelo que desejará esquecer.

Lázaro ouvia a explicação de Fernão e tudo fazia sentido, como se surgissem as peças que faltavam para o quebra-cabeças ficar completo. E mais imagens estranhas se formavam diante de seus olhos. Começou a ficar com medo e seu coração bondoso chorou de vergonha de tantos atos maliciosos que tinha enterrado muito fundo em sua mente e que agora vinham à tona. Fantasmas de pessoas que tinha assassinado, imagens de seus familiares, pessoas que tinha conhecido e abusado. Tudo num turbilhão que durou, na sua percepção de tempo, alguns instantes, mas que, realmente, durou algumas horas. E adormeceu.

 Acordou sentindo cheiro de café sendo torrado e ouvindo os sons típicos das fazendas, com animais e trabalho. Reconheceu a aldeia mas não tinha idéia de como tinha chegado lá. Levantou-se e foi esvaziar a bexiga. Urina com sangue, escura e ardida.

Sentiu uma vertigem leve e se deu conta que já tinha passado algum tempo da hora do almoço e sentiu o estômago arder de fome. Viu uma mulher de cabelos vermelhos preparando algo num fogão de chão e um homem de corpo grande conversando com ela. Reconheceu-o como o homem que tentara assaltar na noite anterior e teve a sensação de um sonho com fumaça, tiros, fogo e fantasmas. A vertigem piorou muito e quase caiu. Procurou sem sucesso sua garrucha e começou a ficar assustado, lembrando das palavras do homem da noite anterior, sobre morte e renascimento. Quis fugir mas as pernas falseavam a cada passo. Ouviu alguém chamando um tal de Lázaro repetidas vezes e não deu importância. Quando a vista clareou um pouco viu a mulher olhando para ele e chamando a ELE de Lázaro! Mãos fortes o seguraram pelos ombros e percebeu que o homem o estava aprumando e o conduzindo para onde a mulher estava. Sentou-se e, virando para o lado, vomitou repetidas vezes.

— Que fracote! Fracote e porcalhão! — enojou-se a mulher. — E disseste que este seria diferente dos outros… E agora, que tal? Só me faltava este morrer também…

— Deixa o pobre em paz, orquídea! Ficaste pior e nem quer se lembrar! Lázaro ficará muito melhor com teu café e este pão. Pegue e coma, irmão. Coma que te fará bem. Conversaremos assim que te recompores.

          — Não foi um sonho, então… Foi de verdade… Quem é o senhor?

         — Sou Fernão de Quintana e esta é nossa irmã Monique. Por meus afazeres me chamam de Le Forge, a forja.  Você pode nos chamar simplesmente de irmão e irmã.

Não Sei Sentir Saudades

novembro 22nd, 2010 by Le Forge 1.01

A Bela Dama que nos alcança

Sem consideração aos apelos

Troca nossos trilhos

E o final é sempre amargo

 

Doce é a vida infante

Sem estágios nem fases

Apenas vivendo a utopia

Sem se defender.

 

Abro os livros nas mesmas páginas

Sem querer virá-las

O Apelo é imenso

E a Bela Dama é implacável.

Voltando ao futuro

outubro 14th, 2010 by Le Forge 1.01

Quantos humanos conseguiram ir ao passado?

E quanto conseguiram voltar ao futuro?

Se nos lembramos do passado, porque não lembramos do futuro?

Gostaria de desfazer os erros que ainda não cometi,

Deschorar as lágrimas que ainda não caíram,

Me desculpar pelo que ainda não fiz.

Sofremos pelas lembranças e não pelas esperanças,

Sofremos pelas bobagens feitas e não pelas que faremos.

Criamos atalhos com a certeza que terão espinhos,

E trespassaremos nossos pés pelas escolhas fáceis

E sofreremos.

Mas só depois.

Damnation – Game Steampunk

setembro 14th, 2010 by Le Forge 1.01

 

Damnation

Formato: Ação em Terceira Pessoa

Classificação: 18 +

Temática: Steampunk

 

Remete ao clichê “Loucas Aventuras de James West” com Will Smith, com um cientista maluco e megalomaníaco que quer dominar o mundo e o protagonista, Cap. Rourke, precisa detê-lo. Interessante é a interação com NPCs coadjuvantes, que ora lhe dão apoio e ora precisam que você os reviva. Tendo muitos puzzles a resolver, o jogo fica bem divertido e não fica apenas em só sair dando tiro pra todos os lados. Vale a pena pela estética que muito nos agrada.

Damnation_-_3

Preciso de ajuda para mods Steampunk

julho 28th, 2010 by Le Forge 1.01

Saudações.

Vocês já modificaram algum objeto para uma estética SteamPunk?

Atualmente estou com dois projetos: um celular V3 e meu X-box.

Preciso de ajuda sobre onde conseguir engrenagens e coisas do gênero.

Grande abraço

Le Forge 1.01

Card Game famoso lança cartas com inspiração Steampunk

julho 27th, 2010 by Le Forge 1.01

Saudações.

Há um bom tempo jogo o cardgame Yugioh!, baseado na obra definitiva de Takahashi Kazuki Sensei. Entrou no Guiness Book como o cardgame que mais vendeu no mundo (mais de 10 BILHÕES de cards vendidos world wide).

Na mais recente série “Starstrike Blast” lançada neste mês, no Japão, a Konami introduziu os arquétipos “Scrap” e “Karakuri” com ilustrações, ao meu ver, inspiradas no conceito Steampunk.

Alguns exemplos:

STBL-JP024 - Scrap Soldier

Outro exemplo:

STBL-JP022 - Sazanku, Karakuri Ninja

O Arquétipo “Karakuri” tem imagens mais voltadas para uma idealização Steam tipicamente oriental, com muita madeira.

Estou cada dia mais impressionado com a força do Vapor!

Agraços a todos.

Le Forge 1.01

(fonte das imagens: http://manjyomethunder.twoday.net/)

Festa Hobbit 2010

julho 19th, 2010 by Le Forge 1.01

Confrades e afins, saudações.

O Conselho Branco Sociedade Tolkien – Toca SP convida a todos a participarem da Festa Hobbit – 2010. Maiores informações em http://www.festahobbit2010.blogspot.com/

Grande abraço.

Le Forge 1.01

Proclamemos uma Nova Monarquia!

julho 12th, 2010 by Le Forge 1.01

São Paulo, julho de 1896, 20:30.

A União dos Trabalhadores se reúne mais uma vez na casa de um de seus membros, num dos luxuosos casarões da Av. Paulista.

Dentre seus ilustres e misteriosos participantes, um se levanta e assim se dirige aos demais:

— Salve companheiros! Novamente nos reunimos para manter viva em nossos corações a esperança da mudança para nossas raízes. Longa Vida ao Imperador do Brasil! Que Seu trono de Luz brilhe para todo o sempre!!

— Para todo o sempre! – ecoaram as vozes em uníssono.

— Companheiros, muito temos pensado e pouco temos feito para que esse embuste que é a república seja lançada no lugar que lhe é por direito: a sarjeta! Hoje, venho propor o que todos nós temos sonhado. Após muito buscar, muito arriscar, trouxe a esta reunião a resposta a nossas orações. Gostaria de apresentar-lhes nosso convidado, pedindo desculpas de antemão pelo português que nosso ilustre amigo teve tão pouco tempo para aprender. Apresento-lhes o ilustríssimo Comandante da Tropa de Restituição Imperial, Coronel Petvos Kori. Uma calorosa salva de palmas! Coronel, por favor, nos indique o caminho a seguir!

Muto obrigado, companiero. Palabras muto gentis, bindas de tão ilustre cidadon, sempre exageram os resultados. Muto obrigado. Fui informado de um plano que os senhores bem elaborando ha muito tempo e fiquei muito satisfeito com a proposta. Tenho apenas algumas idéias a adicionar ao manifesto que prepararam, e gostaria que todos os senhores as apreciassem e aprobassem. Meus homens estão entregando a cada um dos senhores um contrato de nossos serviços, espero que o assinem. Desculpe se está em nosso idioma natal, não conseguimos ninguem para traduzi-lo a tempo desta reunião. Basta que assinem, estou sendo claro?

——   continua  —–

Soluções para neófitos como eu.

julho 12th, 2010 by Le Forge 1.01

Saudações a todos.

Fui infectado pelo Steam Bug há alguns meses. Procurei tratamento para tal enfermidade mas não tive sucesso. A doença evoluiu e, rapidamente, me vi buscando tutoriais de goggles e mods para um zilhão de coisas steampunk. Comecei a parecer mais velho, mais elegante (pelo menos ao meu ver) em meu modo de vestir. Comecei a ler livros que, na adolescência, tinha riscado de minha vida: Clássicos como José de Alencar, Machado de Assis, Aluisio Azevedo etc. E me pareceu ainda mais frustrante não ter uma ligação maior com o Conselho e ficar boiando, náufrago do Nautilus, sem um balãozinho sequer. Perdido no futuro do pretérito.

Coloquei o alvo nas costas e saí atrás de informações, de um caminho para conviver com minha mais doce insanidade! Sem pestanejar comprei cartola, relógio de bolso, fiz meus goggles, alterei coisas aqui e ali em minhas roupas. Dia sim dia não busco informações no Goggle (e não google!) e tento escrever sobre meu personagem.

Quem não quer um grupo para chamar de seu? Ou uma tribo, ou associação ou seja lá o que for que te insira num alter-mundo que é seu e de mais um bocado de pessoas?

SOLUÇÕES PARA NEÓFITOS: Vergonha de ser o que quiser ser é um dos maiores pecados que cometemos com nossa própria felicidade! Dia 18/07, domingo, vou passear na Paulista (ou em qualquer outro local) com meus novos goggles, minha cartola e minha bengala. Tomar um chopp, cumprimentar as pessoas, comer pastel e me sentir bem.

Alguem topa ir junto?

Força a vapor!

Le Forge 1.01